O secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, detalhou nesta terça-feira (5 de novembro) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) estava montando uma verdadeira central de distribuição de combustíveis adulterados no estado.
As informações foram divulgadas após a deflagração da Operação Carbono Oculto 86, que resultou na interdição de 49 postos de combustíveis nos estados do Piauí, Maranhão e Tocantins.
Segundo o secretário, a facção usava empresas de fachada, múltiplos CNPJs e fintechs para movimentar grandes valores e lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Parte do lucro era obtida com a adulteração de combustíveis, especialmente por meio da adição de metanol, substância tóxica e mais barata, à gasolina e ao diesel.
A investigação revelou que a região entre Teresina e Altos seria usada como base logística central do grupo, onde ocorreria o processo de mistura e adulteração antes da redistribuição dos combustíveis para diversos postos.
A escolha do Piauí, segundo Chico Lucas, deveu-se à posição estratégica do estado, que facilita o acesso a diferentes rotas interestaduais e reduz a vigilância portuária.
Chico Lucas destacou que o esquema representava "um braço empresarial e financeiro" da facção criminosa e que a ação da polícia "impediu a consolidação de uma estrutura que financiaria outras atividades ilícitas do grupo no país".
A SSP-PI informou que novas diligências e possíveis prisões ainda estão em andamento, mas não revelou o número total de investigados.

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