O consumo excessivo de álcool está associado a um quadro clínico pouco conhecido: o transtorno psicótico induzido por álcool. Diferente do delirium tremens, essa condição pode surgir tanto durante o uso intenso quanto na fase de abstinência, manifestando alucinações e delírios persecutórios. Em muitos casos, a pessoa mantém a lucidez e a orientação, o que dificulta o reconhecimento do problema por familiares ou amigos próximos.

Pesquisas médicas destacam que o quadro exige avaliação e acompanhamento especializados, já que pode evoluir para complicações graves se não tratado. O tratamento costuma envolver suporte psiquiátrico, estabilização clínica e estratégias de redução ou cessação controlada do consumo de álcool, evitando a interrupção abrupta, que pode agravar os sintomas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o álcool está relacionado a cerca de 2,6 milhões de mortes por ano no mundo e figura entre os principais fatores de risco para doenças crônicas, acidentes e morte precoce entre adultos jovens. A instituição reforça que monitorar o consumo é uma forma de preservar não apenas a saúde física, mas também a mental.

Entre os sinais de alerta estão mudanças súbitas de comportamento, desconfiança excessiva, sensação de estar sendo vigiado, alucinações auditivas ou visuais e ideias de autoagressão. Em situações de risco, a recomendação é buscar atendimento imediato em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou serviço de emergência.